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Terminações Poliméricas a Seco para Alta Tensão: A Evolução das Soluções Convencionais a Óleo

A evolução dos sistemas elétricos de alta tensão sempre esteve ligada à busca por soluções mais seguras, confiáveis e fáceis de instalar. Durante muitos anos, as terminações isoladas a óleo dominaram esse mercado e desempenharam um papel fundamental em subestações, linhas de transmissão e grandes instalações industriais.

Com o avanço dos materiais poliméricos e das tecnologias de isolamento, surgiu uma nova geração de terminações que vem conquistando espaço em projetos de alta tensão: as terminações poliméricas a seco.

Assim como aconteceu anteriormente nas redes de média tensão, o mercado de alta tensão caminha para uma crescente adoção dessas soluções, impulsionado pela necessidade de reduzir custos operacionais, simplificar a instalação e aumentar a confiabilidade dos sistemas.



A evolução das terminações de alta tensão

Durante décadas, praticamente todas as aplicações de alta tensão utilizavam terminações com isolamento líquido, normalmente à base de óleo.

Ao longo do tempo, essas soluções passaram por importantes aperfeiçoamentos que aumentaram sua confiabilidade e facilitaram sua utilização em campo.

Entre as principais evoluções estão:

  • substituição dos corpos de porcelana por estruturas em material compósito (composite);

  • utilização de óleo de silicone em substituição aos óleos convencionais;

  • desenvolvimento de sistemas utilizando compostos em gel para minimizar riscos de vazamento.

Esses avanços resolveram diversas limitações das gerações anteriores, prolongando a vida útil das terminações e reduzindo custos de manutenção.


A substituição da porcelana pelos materiais compósitos

Uma das mudanças mais importantes ocorreu na estrutura externa das terminações.

Os corpos de porcelana apresentavam excelente desempenho elétrico, porém possuíam duas limitações importantes:

  • elevado peso;

  • grande sensibilidade a impactos durante transporte e instalação.

Com a adoção de isoladores em material compósito, esses problemas foram significativamente reduzidos.

Os novos corpos apresentam menor peso, maior resistência mecânica e muito mais facilidade de transporte e manuseio, diminuindo os riscos de danos durante a instalação.

Além disso, a redução do peso reduz a necessidade de equipamentos de içamento, tornando a montagem mais simples e econômica.


A evolução dos meios isolantes

Outra importante evolução ocorreu no próprio meio isolante.

Inicialmente, o uso de óleo de silicone representou um avanço importante por permitir maior estabilidade durante o armazenamento e facilitar o transporte.

Como o óleo pode ser armazenado em recipientes plásticos transparentes, tornou-se possível realizar inspeções visuais antes da instalação, aumentando o controle de qualidade do material.

Posteriormente, diversos fabricantes passaram a utilizar compostos em gel.

Além das vantagens já obtidas com o óleo de silicone, o gel reduziu significativamente os riscos de vazamentos durante toda a vida útil da terminação.


O mercado caminha para soluções totalmente secas

Apesar das melhorias obtidas pelas terminações isoladas a óleo e gel, uma nova tendência vem ganhando força mundialmente: a utilização de terminações poliméricas a seco.

Essas soluções eliminam completamente a necessidade de oleo isolantes, reduzindo riscos de vazamentos e simplificando tanto a instalação quanto a manutenção.

Hoje, duas tecnologias se destacam.


Terminações poliméricas autoportantes (plugáveis)

As terminações autoportantes representam uma das soluções mais modernas disponíveis para aplicações em alta tensão.

Nesse sistema, a terminação é composta por uma parte plugável e um isolador em resina protegido por invólucro de silicone, dispensando completamente o uso de óleo ou gel isolante. O conjunto é autoportante, utiliza interface seca e foi projetado para operar em condições ambientais severas, atendendo à norma IEC 60840.

Outra característica importante é a facilidade de instalação. O sistema utiliza tecnologia semelhante às terminações plugáveis para GIS, permitindo montagem rápida, sem ferramentas especiais e com possibilidade de pré-instalação de parte do conjunto em ambiente controlado.


Terminações poliméricas com isolador de suporte

Outra alternativa utiliza uma configuração mais tradicional.

Nesse modelo, a terminação é instalada diretamente sobre o cabo, enquanto um isolador auxiliar fornece o suporte mecânico necessário quando a aplicação exige uma estrutura autoportante.

Essa solução mantém as vantagens dos materiais poliméricos e oferece flexibilidade para diferentes configurações de projeto.


Principais vantagens das terminações poliméricas a seco

A adoção dessas tecnologias proporciona diversos benefícios para concessionárias, indústrias e empresas de engenharia.

Entre eles destacam-se:

  • Eliminação de óleo e gel isolante;

  • Ausência de risco de vazamentos;

  • Componentes significativamente mais leves;

  • Maior facilidade de transporte;

  • Instalação simplificada;

  • Redução da necessidade de equipamentos de içamento;

  • Menor risco de danos durante o manuseio;

  • Facilidade para inspeções e intervenções;

  • Elevada confiabilidade operacional.

Nesse contexto, a TE Connectivity (antiga Tyco Electronics) vem desenvolvendo soluções que acompanham essa evolução tecnológica. Com um portfólio de terminações poliméricas para sistemas de alta tensão de até 145 kV, a empresa oferece soluções desenvolvidas para aumentar a confiabilidade, simplificar a instalação e reduzir a necessidade de manutenção dos sistemas elétricos.

Entre os diferenciais apresentados em sua linha de produtos estão a interface totalmente seca, o corpo pré-fabricado e testado em fábrica, a ausência de colagem durante a montagem, a instalação simplificada, a compatibilidade com cabos poliméricos de diferentes fabricantes e versões equipadas com terminais shear bolt para condutores de cobre e alumínio.


Instalação mais rápida e manutenção simplificada

Além da confiabilidade, as terminações secas podem trazer ganhos importantes durante a implantação dos projetos.

Dependendo da aplicação, parte das atividades pode ser realizada antecipadamente, reduzindo o tempo de instalação em campo.

Em determinadas obras, isso também permite que diferentes equipes trabalhem em paralelo, melhorando o cronograma geral da implantação.


Uma tendência consolidada para os próximos anos

Embora as terminações poliméricas secas ainda apresentem custo inicial superior em algumas aplicações, a tendência do mercado é clara.

Assim como ocorreu anteriormente na média tensão, a alta tensão caminha para uma adoção cada vez maior dessas soluções.

A combinação de menor peso, facilidade de instalação, ausência de líquidos isolantes, elevada confiabilidade e menor necessidade de manutenção faz das terminações poliméricas uma evolução natural para projetos modernos de transmissão e distribuição de energia.

À medida que novos empreendimentos buscam maior eficiência operacional e redução do custo total de propriedade, essa tecnologia tende a ganhar ainda mais espaço no setor elétrico.



FAQ – Perguntas Frequentes

O que são terminações poliméricas a seco em sistemas de alta tensão isolados?

São terminações para cabos de alta tensão que utilizam materiais poliméricos como meio isolante, dispensando completamente o uso de óleo ou gel.

Quais as vantagens em relação às terminações a óleo?

As principais vantagens são a eliminação do risco de vazamentos, menor peso, facilidade de transporte, instalação mais simples e menor necessidade de manutenção.

O que são terminações plugáveis?

São terminações com interface seca e tecnologia de encaixe semelhante às utilizadas em sistemas GIS, permitindo instalação rápida, fácil inspeção e elevada confiabilidade.

As terminações poliméricas seguem normas internacionais?

Sim. Os modelos apresentados nos catálogos são projetados e ensaiados conforme a IEC 60840, norma aplicável a acessórios para cabos de alta tensão.

Essa tecnologia tende a substituir as terminações a óleo?

O mercado aponta para um aumento contínuo da utilização de terminações poliméricas a seco, especialmente em novos projetos, graças às vantagens operacionais e de manutenção que elas oferecem.

Até que classe de tensão são fabricadas essas terminações poliméricas?

Existem diversos fabricantes atuando nesse segmento, com soluções que podem atender aplicações de até 345 kV. A TE Connectivity atualmente possui em seu portfólio terminações poliméricas para aplicações de até 145 kV, mantendo o desenvolvimento contínuo de soluções para classes de tensão superiores, chegando até 245 kV.


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